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Os hormônios desempenham um papel importante na regulação do humor, afetando neurotransmissores e áreas do cérebro associadas às emoções
Entenda a relação entre os hormônios e as nossas emoções - Foto: Divulgação / Pixar

Comportamento

Divertida Mente: saiba como os hormônios influenciam nossas emoções

Os hormônios desempenham um papel importante na regulação do humor, afetando neurotransmissores e áreas do cérebro associadas às emoções

Sucesso no Brasil, o filme Divertida Mente 2 enfatiza como as emoções como alegria, tristeza, medo, nojinho, raiva, tédio, inveja, ansiedade e vergonha têm um peso importante no comportamento humano. Na animação, as emoções se intercomunicam, mas sempre uma está mais aflorada e toma as rédeas da situação. Mas o que influencia isso?

A endocrinologista Dra. Deborah Beranger, pós-graduada em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (SCMRJ), explica que apesar de vários fatores influenciarem o comportamento humano, os hormônios têm papel fundamental na regulação do humor, interferindo no funcionamento do cérebro. O sistema nervoso e o sistema endócrino enviam sinais elétricos ou químicos para o corpo todo constantemente para regular várias funções. Mas eles também se comunicam e um influencia o outro. 

Como agem os hormônios?

A médica conta que os hormônios são substâncias que agem como mensageiros químicos e são produzidas pelo nosso sistema endócrino. Cada hormônio tem uma função específica, influenciando no desenvolvimento, comportamento e na forma como desempenhamos as atividades diárias. Existem hormônios que regulam o sono, outros o crescimento. Também temos hormônios ligados à memória, ao metabolismo, à cognição, à reprodução e também ao nosso humor. 

“No nosso cérebro e nas nossas emoções, os hormônios podem influenciar os sentimentos de forma positiva e negativa. Mensageiros apelidados como ‘hormônios da felicidade’ promovem sensação de bem-estar quando são descarregados na corrente sanguínea e podem ser liberados por influência do ambiente, como quando beijamos alguém que amamos, comemos chocolate ou praticamos atividade física. Já em situações prolongadas de estresse, os níveis de cortisol são elevados e podem ficar desregulados, desencadeando crises de ansiedade e quadros depressivos a longo prazo”, explica Deborah.

Além do próprio ambiente em que vivemos, questões internas também podem gerar cenários com maior ou menor liberação de um ou outro hormônio. “Pessoas com maior propensão a desenvolver depressão, por exemplo, não contam com receptores de serotonina com um bom funcionamento no cérebro”, comenta a médica.

Quais são os hormônios?

Estrogênio e progesterona

Esses dois hormônios são responsáveis pelas características sexuais secundárias das mulheres e também atuam no controle do ciclo menstrual. “As mudanças desses hormônios provocam mudanças na disposição e no humor. Mulheres que possuem altas taxas de estrogênio se sentem mais ansiosas e irritadas; quantidades baixas estão mais ligadas à melancolia e mau-humor”, comenta a especialista.

Testosterona

Conhecida como hormônio masculino, mas presente também nas mulheres, a testosterona, quando baixa, pode afetar a motivação e humor, com presença de quadros de ansiedade. 

Dopamina

Encarada como um hormônio neurotransmissor, a dopamina está sob a tutela do sistema endócrino e nervoso, com relação forte aos mecanismos de recompensa e busca pelo prazer. 

“Quando ouvimos um elogio ou temos uma pequena vitória, nosso organismo libera dopamina na corrente sanguínea, gerando uma sensação de felicidade e satisfação. O desequilíbrio dopaminérgico pode levar à dependência emocional e também ao sofrimento”, explica Deborah. 

Esse é um hormônio que tem ganhado muita atenção atualmente por conta dos mecanismos de recompensa existentes nas redes sociais, que têm se mostrado viciantes, justamente pelo excesso de estímulo para a liberação de dopamina que eles causam. “Isso acaba causando desequilíbrios, que podem culminar em ansiedade, inveja, sensação de fracasso e depressão”, completa. 

Serotonina

Considerada por alguns autores como hormônio e por outros como um neurotransmissor, a serotonina é liberada a partir da prática esportiva e no consumo de alimentos (banana, nozes, chocolate e salmão) que aumentam sua síntese. “Desequilíbrios de serotonina estão relacionados a sentimentos de tristeza, tédio e solidão, além de quadros de ansiedade”, afirma Beranger.

Cortisol

Embora seja imediatamente associado ao estresse, o cortisol é mais do que isso. Ele é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais (que estão acima dos rins) e ajudam o organismo a controlar o estresse, no funcionamento do sistema imune, na regulação do metabolismo, na manutenção dos níveis de açúcar no sangue, assim como na pressão arterial.

“Então, o corpo humano precisa de algum cortisol para manter um equilíbrio hormonal saudável. Mas o atual estilo de vida é constantemente associado ao excesso da produção desse hormônio, o que resulta no estresse crônico e prolongado, que é altamente prejudicial. Altas taxas de cortisol estão relacionadas à maior ansiedade, raiva e tristeza”, conta a endocrinologista.

Adrenalina

“A adrenalina ou epinefrina é um hormônio neurotransmissor que nos deixa em estado de alerta. Sempre que passamos por uma situação de grande estresse, medo, ou nos sentimos ameaçados, nosso corpo libera adrenalina na corrente sanguínea. O seu desequilíbrio está ligado às chamadas crises de pânico, caracterizadas por hiperventilação, forte ansiedade e medo, que para algumas pessoas pode ser tão forte que as paralisam temporariamente”, diz a médica.

Melatonina

“O hormônio do sono auxilia na recomposição das células, mas seu desequilíbrio causa insônia, o que pode ter como consequência a ansiedade e confusão mental”, finaliza a Dra. Deborah Beranger.

A adoção de bons hábitos no dia a dia são importantes para melhorar a saúde hormonal. Modular o estresse, fazer atividade física, ter um sono reparador, alimentar-se bem e cultivar relacionamentos saudáveis são fatores que ajudam a saúde endócrina e mental.

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