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Terapia de casal ajuda a melhorar a comunicação, resolver conflitos e fortalecer o relacionamento entre os parceiros
Especialista revela quando procurar terapia de casal - Foto: Shutterstock

Comportamento

Terapia de casal: saiba quando ela é indicada

Terapia de casal ajuda a melhorar a comunicação, resolver conflitos e fortalecer o relacionamento entre os parceiros

A terapia de casal é uma linha de cuidado importante para atender conflitos comuns na dinâmica afetiva entre casais, independente da configuração de gênero ou de relacionamento. 

Durante o período mais crítico da pandemia, o número de divórcios bateu recorde no Brasil e até hoje é possível observar sequelas desse período nos relacionamentos, sobretudo entre pessoas que permaneceram juntas após a quarentena. 

Trata-se de uma realidade aferida e comprovada não apenas em pesquisas, mas também a partir da crescente procura por terapia de casal no país. Mas, afinal, em qual momento se deve procurar uma terapia de casal?

Abaixo, o psicólogo clínico, psicanalista e terapeuta de casais, Wagner Marinho, destaca cinco situações em que a terapia de casal pode ser necessária. Confira:

1. Conflito de interesses

É comum mensurarmos queixas sobre visão de mundo, projetos, viagens, filhos, ou incompatibilidades de ideais, mesmo quando observamos reciprocidade no sentimento. Algumas pessoas custam a acreditar que um relacionamento pode dar certo quando há polarização em determinados setores da relação. 

“Por exemplo: se um gosta de praia e o outro prefere a fazenda, ambos têm duas opções de prazer e gozo. No entanto, o que observamos é uma das partes atuantes na maioria das decisões, ou seja, somente um goza na totalidade, e é essa condição que infelizmente encaminha muitos relacionamentos ao fim”, explica o especialista. 

2. Dinâmica afetiva

A dinâmica afetiva não diz respeito apenas às relações sexuais, mas ao que vem antes delas. Relacionamentos que perdem a ritualização ou a conquista constante dificilmente não estão fadados ao fracasso a médio e longo prazo. Ao contrário do que as pessoas imaginam, são raríssimos os casos em que sexo surge como demanda primária. 

O que observamos é um processo de automatização do relacionamento que modifica os sujeitos de forma antagônica, de tal maneira que eles não enxergam mais sentido na relação, mesmo sabendo e sentindo que o outro é importante na vida dele ou dela. A boa notícia é que demandas dessa natureza são relativamente fáceis de manejar. 

3. Relacionamento abusivo

A relação abusiva é estrutural e complexa. A primeira pergunta que o sujeito deve fazer a si mesmo quando acredita estar vivendo um abuso é: quanto esta relação faz sentido para mim?  

São raros os casos em que a relação abusiva é demanda para uma terapia de casal, no entanto, esse é um debate longo, que envolve muitos fatores, e por essa razão a triagem é fundamental para direcionar cada caso. 

“Vale destacar também que a figura do abusador raramente é observada nos consultórios, o que direciona o acolhimento e atendimento à pessoa que sofre o abuso”, acrescenta o psicólogo. 

4. Disfunções hormonais

Este é um ponto crucial que deve ser aferido na triagem por meio da queixa apresentada pelo casal e na investigação comportamental.

“Parceiros com vidas sedentárias, dinâmicas de trabalho negligenciadas, alimentação ruim, que vivem no automático e sem exposição à luz do dia, por exemplo, são mais suscetíveis a desenvolverem disfunções hormonais”, diz Wagner.

Nesses casos, além de um bom terapeuta de casal, é necessário o acompanhamento médico para aferir sintomas que indiquem a presença de um possível diagnóstico. 

5. Infidelidade

Este é um tema delicado e a causa de muita dor na pessoa traída. Porém, por mais que o olhar sobre o fato nos seduza à moral e ao julgamento, cada caso deve ser observado com cuidado e empatia e investido a ele uma linha de manejo diferente. 

Há pessoas que não estão dispostas ao perdão embasadas por indicadores incontestáveis e/ou por valores próprios. Nesses casos, o tratamento deve ser individual e não para o casal. Em contrapartida, há pessoas que perdoam por relativizar o acontecido, em grande parte motivadas por crenças estruturais tais como “todo homem trai”, o que é uma inverdade. 

O traidor, por sua vez, na maioria das vezes não sente culpa e sustenta sua atitude apoiado em crenças limitantes sobre sua condição no mundo, mas há aquele que se arrepende profundamente quando percebe que colocou em risco uma relação com raízes fincadas em memórias, conquistas e sofrimento. 

Porém, vale destacar que o arrependimento tende a surgir após a descoberta do cônjuge. Por se tratar de uma demanda rica em subjetividades e periculosidades, uma equipe multidisciplinar pode ser indicada para acompanhar o caso.

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