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Especialistas explicam as principais técnicas de reprodução para mulheres que desejam postergar a maternidade
Técnicas de reprodução assistida viabilizam a gravidez tardia - Foto: Shutterstock

Saúde

Gravidez tardia: 4 técnicas para engravidar depois dos 40 anos

Especialistas explicam as principais técnicas de reprodução para mulheres que desejam postergar a maternidade

Seja para focar na vida profissional ou na independência financeira, a gravidez tardia já é uma realidade no país. Segundo estudo recente publicado pelo IBGE, o número de mulheres que escolheram se tornar mães com mais de 40 anos cresceu 65,7% em 12 anos. Passou de 64.000 para 106,1 mil de 2010 a 2022.

A especialista em reprodução humana Maria do Carmo Borges de Souza conta que a gravidez tardia é um fenômeno cada vez mais comum e que muitas mulheres tem recorrido a técnicas de reprodução assistida para realizar o sonho da maternidade.

“A maternidade tardia por meio da reprodução assistida é uma opção para muitas mulheres que desejam engravidar”, afirma a diretora médica da Clínica FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana.

Para quem tem o desejo de ser mãe, mas prefere postergar esse momento, confira quatro procedimentos de reprodução assistida que viabilizam a gravidez tardia.

Tratamentos de reprodução assistida

Congelamento de óvulos

O congelamento de óvulos ocorre mediante uma estimulação dos ovários por período de 10 a 12 dias, com o uso de medicações de uso subcutâneo, que tem por objetivo fazer com que haja um bom aproveitamento de folículos designados pela natureza para aquele ciclo de tratamento.

Durante esse período, são realizadas entre 4 e 6 ultrassonografias de acompanhamento, com eventuais ajustes de doses. Uma vez que os folículos estejam nos tamanhos adequados, passa-se para o próximo passo de amadurecimento e coleta dos óvulos.

“Os óvulos aspirados são avaliados em laboratório para a identificação dos maduros que serão congelados através de processo de vitrificação. Importante ressaltar que os óvulos não perdem sua capacidade reprodutiva e não envelhecem com o tempo de congelamento”, explica o especialista em reprodução humana Roberto Antunes.

De acordo com o médico, o procedimento deve ser realizado antes dos 35 anos a fim de se obter óvulos em suas melhores condições fisiológicas para uso futuro. 

“Quanto maior a idade, menor a qualidade dos óvulos e mais difícil é para conseguir recuperar quantidades que resultem em boas chances de uma gravidez futura”, esclarece o diretor médico da clínica FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana.

Relação sexual programada 

O coito programado é quando o casal planeja ter relações sexuais durante o período fértil da mulher. Esse método é simples, mas são necessários exames a fim de se avaliar a função reprodutiva como um todo.  

Nos homens, um exame de abordagem inicial importante é o espermograma, e nas mulheres, a histerossalpingografia, para avaliar a cavidade uterina e permeabilidade das trompas, a ultrassonografia pélvica e o painel hormonal reprodutivo da mulher.  

Importante lembrar que esse tipo de tratamento pode ser oferecido também para mulheres que apresentam dificuldades de ovulação, como o caso daquelas que possuem síndrome dos ovários policísticos. Mas nessas situações deve ocorrer uma indução medicamentosa da ovulação. 

Inseminação artificial 

A inseminação artificial é uma técnica de reprodução medicamente assistida utilizada quando os parâmetros do espermograma encontram-se com alterações leves a moderadas ou quando a relação sexual programada não dá certo. 

O procedimento é realizado no período fértil da mulher e consiste em injetar o sêmen devidamente preparado e melhorado em laboratório, diretamente no útero da paciente para que, então, ocorra a fecundação do óvulo e a geração do embrião. 

As taxas de sucesso da inseminação artificial dependem da qualidade das trompas, da quantidade de espermatozoides e da idade da mulher.

Fertilização in vitro (FIV)

A fertilização in vitro é um método de reprodução humana assistida de alta complexidade, onde a fecundação é feita no laboratório. Por ser “fora do corpo”, recebe a denominação “in vitro”.

O tratamento envolve o estímulo hormonal de um processo ovulatório múltiplo, acompanhamento de ultrassonografias transvaginais e a coleta dos óvulos sob sedação, em local seguro e devidamente equipado.

Nesse mesmo dia, o homem colhe o sêmen ou a mostra de espermatozoides já pode estar disponível no laboratório. A partir desse momento os espermatozoides passam por um processo de seleção a fim de se definirem os melhores.

A fertilização dos óvulos em si pode ocorrer por duas maneiras. Através da técnica clássica, na qual óvulos e espermatozoides são colocados em um mesmo compartimento e a fecundação ocorre de forma espontânea. Ou pela técnica de injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) nos óvulos, a qual consiste na injeção de um único espermatozoide pré-selecionado dentro de um óvulo.

A técnica de ICSI, embora originalmente utilizada apenas para os casos de fator masculino grave, atualmente é disseminada e utilizada prioritariamente na maior parte dos serviços por entregar melhores taxas de fertilização dos óvulos. O tratamento deve ser individualizado e de acordo com a saúde e histórico do casal.

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